Empresas de telecomunicações estão cada vez mais importantes no cotidiano das pessoas. Mexer nas redes sociais com 4G, assistir um filme ou jogar videogame com o Wi-Fi proveniente do sinal da fibra óptica são atividades rotineiras em que, as vezes nem percebemos, mas o mercado telecom está presente.

Temos uma crescente de aparelhos que se conectam através da internet e o natural é que esperemos mais cobertura, mais velocidade, mais tudo. Com isso, as empresas estão evoluindo tecnologias para suprir essa demanda. Aqui estão 5 tendências desse mercado de Telecomunicações que podem vir a melhorar as conexões:

1. Wi-Fi 6 ou Wi-Fi ax

O Wi-Fi que usamos é o 5 AC, funciona na frequência 5.8Ghz e em canais de 80 Mhz. O canal de 80 mhz permite que haja menos interferência, mas pela frequência, não ultrapassa muitas barreiras. 

Já o Wi-Fi 6, ou Wi-Fi ax, por poder operar numa frequência menor (2.4Ghz), passa mais facilmente pelas barreiras físicas. Ele se utiliza de canais de 160 Mhz. O que isso significa? Quanto maior a modulação, maior a entrega de banda e aproveitamento. Contudo, ao utilizar canais de 160 Mhz pode ter mais interferências. 

Vai contar com OFDMA, que é a divisão de frequências ortogonais. O nome é complicado, mas é uma coisa boa. No tipo de Wi-Fi que usamos hoje, o AC, a frequência atende um aparelho por vez. Sabe quando tem diversos dispositivos em casa sendo usados e parece que a internet está péssima? Isso acontece porque o equipamento AC atende um aparelho por vez. Com o Wi-Fi 6, há uma divisão de frequência para que mais dispositivos aproveitem ao mesmo tempo.

Outra implementação é Mu-Mimo até 4 vezes mais que o AC e para Downlink e Uplink. No Wi-Fi AC há até quatro canais que funcionam apenas do roteador para o dispositivo. Já no Wi-Fi 6, serão permitidos até oito canais que funcionam nos dois sentidos e simultaneamente. 

Além de tudo isso, o Wi-Fi ax promete vir com a tecnologia BSS (Base Service Station). Nada mais é do que a redução de interferência dos sinais dos vizinhos. É ótimo para quem mora em prédios.

Para usar essa engenharia, é necessário um tipo de roteador que seja padrão 802.11ax e dispositivos que consigam utilizar do Wi-Fi 6. Contudo, já tem no mercado diversos aparelhos compatíveis desde o fim de 2018.

2. Wi-Fi 60GHz/Wi-Fi ad

O Wi-Fi ad era a promessa de substituto do Wi-Fi AC. Mas o Wi-Fi ax acabou se mostrando com mais vantagens, principalmente por usar a mesma frequência do 5. O ad opera em uma frequência de 60 Ghz, que é bem alta. Isso faz com que o alcance seja bem limitado, pois o sinal não passa por barreiras físicas. Caso seja usado dentro de casa, provavelmente funcionaria apenas no cômodo em que se localiza o roteador. Também tem o fator de que o sinal é facilmente derrubado com um mínimo volume de chuva.

Apesar das desvantagens, essa tecnologia poderá ser aproveitada quando o espectro 5Ghz ficar mais poluído. Muitas pessoas tem o roteador interno dentro de casa. Desses aparelhos, a maioria é 5Ghz. Isso causa uma poluição interna. Então, no futuro, quando precisar passar mais banda, será necessário mais canais livres e essa será uma opção viável.

3. Satélites de baixa órbita

Um satélite de baixa órbita fica entre 160 km e dois mil km de distância da terra e se movimentam de acordo com a rotação do planeta. Empresas como SpaceX, OneWeb (que tem acordos com a Hughesnet) e Telesat estão no processo de lançamento desses tipos de satélites para formar uma megaconstelação ao redor do globo. A ideia é que estes dispositivos forneçam internet no mundo todo.

A SpaceX, por exemplo, já lançou cerca de 600 satélites. Segundo Elon Musk, dono da empresa, para que o cliente usufrua do sinal, basta ter uma visão clara do céu e conectar o dispositiva. “Pode ser instalado no jardim, no telhado, na mesa, quase em qualquer lugar, desde que haja uma ampla visão do céu”, disse o empresário através do Twitter.

Já a OneWeb planeja lançar e estar operando igualmente no mundo todo até final de 2021. A Hughes, parceira da empresa, ajuda com o desenvolvimento e fabricação de equipamentos. Os testes realizados com satélites que já estão em órbita resultaram em transmissões de alta velocidade e baixa latência.

Os benefícios de ter este tipo de sinal são: cobrir o planeta inteiro sem necessitar de antenas fixas, podendo se utilizar do serviço mesmo em alto mar; latência – ou ping – menor; e a expectativa de que a franquia de dados seja mais alta.

4. Fibra óptica

Nos últimos 3 anos, o uso da tecnologia para conexão em cabos metálicos decaiu muito. Segundo relatório da Anatel, entre 2007 e 2018 houve uma queda de 30% do uso desse modelo no país. Em contrapartida, o uso da fibra óptica cresce significativamente. Cerca de 65% dos municípios brasileiros têm acesso a fibra. 

Temos um post explicando Como funciona a Internet Fibra Óptica

O modo que já conhecemos e usamos da fibra, o GPON, tem uma capacidade de até 128 clientes por porta, permite que o provedor mande sinal até 20 km de distância, tem uma velocidade de 2,5 gigas por segundo para download e 1,25 Gbps para upload. 

A novidade é o chamado xGPON, que veio para melhorar e aumentar a capacidade de tudo. Com ele, será possível atender até 256 clientes por porta, a entrega de sinal para até 60 km de longitude, e as velocidades de download e upload aumentam para 10 Gbps e 2, Gbps, respectivamente.

A previsão de evolução é o XGS-PON, em que a única diferença proposta é que a transmissão seja simétrica. Ou seja, a velocidade de download e upload seja a mesma.

5. 5G

Uma tendência que era esperada, no Brasil, para 2020 é a rede 5G. É a evolução do 4G, que gasta 90% menos de energia dos aparelhos, tem uma latência cerca de 6 vezes menor, atinge uma velocidade de até 5 gigas por segundo. 

Apesar de todos os benefícios, ainda depende do leilão da radiofrequência para ser regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações. A data estava marcada para março de 2020, mas foi adiada. Na melhor das hipóteses, o presidente da Anatel considera o primeiro trimestre para realização.

Um dos impasses é a frequência que a 5G pode operar, 3,5GHz. Ela conflitua com os serviços de TV parabólica. Causa interferência e uma das opções estudadas é a migração para banda Ku, ou TV por satélite.

Mesmo com a falta de regulamentação, algumas empresas brasileiras já estão testando o sinal 5G. A Claro e a Vivo lançaram este mês um teste em alguns bairros de capitais, enquanto a TIM pretende entregar o sinal para três cidades mineiras em setembro.

Todas essas tendências são benéficas tanto para provedores quanto para usuários. 

E aí, o que você acha de toda essa conexão?  Deixe aqui nos comentários sua opinião e aproveite para ler mais conteúdos do nosso blog.